O problema atinge cerca de dois a três em cada mil bebês, especialmente os prematuros com menos de 28 semanas de gestação
Segundo a Organização World Cerebral Palsy Day, a paralisia cerebral afeta mais de 17 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é que surjam pelo menos 30 mil novos casos por ano. A paralisia cerebral se refere a um grupo de doenças que engloba dificuldade de movimentação e rigidez muscular (espasticidade).
De acordo com o médico José Wilson Andrade, algumas crianças com paralisia cerebral também têm deficiência intelectual, problemas comportamentais, dificuldade para ver ou ouvir e transtornos convulsivos. “É consequência de malformações cerebrais que ocorrem antes do nascimento, durante a época em que o cérebro está se desenvolvendo, ou de danos cerebrais que ocorrem antes, durante ou logo após o nascimento, como falta de oxigenação e infecções”, explica. O médico aponta que a paralisia cerebral não existe cura, entretanto, o objetivo é que a criança atinja seu potencial máximo com o auxílio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. Em alguns casos, recorre-se a cirurgias e medicamentos para controle da espasticidade e melhoria dos movimentos.
Cannabis Medicinal
José Wilson é vice-presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide. Ele comenta que a propriedade de controlar espasmos musculares do CBD e THC já é comprovada na literatura médica. “O potencial anticonvulsivo do CBD também é bem documentado, fazendo com que os fitocanabinoides possam ser grandes auxiliares no tratamento. A ansiedade, outro problema que acompanha muitos pacientes com paralisia cerebral, responde muito bem ao tratamento com CBD”, esclarece.

No entanto, o médico ressalta que ao falarmos de pacientes pediátricos, a indicação do uso de fitocanabinoides precisa ser criteriosa, levando em conta o risco/benefício de seu uso. Ele reforça que quando existem possibilidades de tratamento eficazes, sem o uso de canabinoides, essa deve ser a primeira opção.
