O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um conjunto de condições caracterizadas pela alteração do comportamento social, da comunicação, da linguagem e por um repertório restrito de interesses e atividades. Faltam informações atualizadas sobre o TEA no Brasil. Os últimos dados oficiais são de 2010, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontavam dois milhões de autistas no país. Porém, estima-se cerca de seis milhões de autistas, conforme o estudo feito pelo Retratos do Autismo no Brasil em 2023.
Cannabis Medicinal no tratamento
De acordo com José Wilson Andrade, vice-presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, não existe medicação para o tratamento do transtorno. Ele comenta que o Aripiprazol e a Risperidona, duas drogas comumente usadas, são antipsicóticos que visam controlar sintomas, no entanto, com efeitos colaterais indesejados. “O uso de canabinoides vem se mostrando muito eficaz e seguro. Em Israel, estabeleceu-se que o médico pode optar por eles como primeira escolha para o tratamento. Muitos estudos evidenciam melhora substancial do comportamento, funcionalidade e qualidade de vida em pacientes com TEA após iniciar tratamento com Cannabis Medicinal”, explica.

Segundo o médico, a Cannabis Medicinal é contraindicada para crianças, pois o sistema endocanabinoide delas não está completamente desenvolvido. Entretanto, ele afirma que a contraindicação não é absoluta. “No TEA e em casos de epilepsia refratária, com acompanhamento médico cuidadoso, o uso de fitocanabinoides nessa população se mostra muito seguro e eficaz”, finaliza.
