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    Home»Cannabis Medicinal»Cannabis Medicinal pode trazer qualidade de vida aos pacientes com transtorno bipolar
    Cannabis Medicinal

    Cannabis Medicinal pode trazer qualidade de vida aos pacientes com transtorno bipolar

    meioesaudeBy meioesaude12 de Julho, 2024Sem comentários2 Mins Read
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    Ministério da Saúde destaca que a doença não tem cura, mas pode ser controlada
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    Dados de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostraram que a doença acomete cerca de 140 milhões de pessoas no mundo e em torno de 2,5% da população brasileira. O diagnóstico é realizado, na maioria das vezes, em indivíduos na faixa dos 16 aos 25 anos, mas o problema pode se manifestar desde a infância até a terceira idade.

    O transtorno bipolar é caracterizado por episódios de mania, hipomania e depressão, podendo se alternar, embora a maioria dos pacientes tenha predominância de um ou do outro. A causa exata é desconhecida, mas hereditariedade, mudanças nos níveis cerebrais de neurotransmissores e fatores psicossociais podem estar envolvidos. O tratamento clássico inclui estabilizadores do humor, antipsicóticos e psicoterapia.

    A Cannabis Medicinal e o transtorno bipolar

    Segundo José Wilson Andrade, vice-presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, o potencial dos fitocanabinoides na modulação da neurotransmissão de serotonina, dopamina e noradrenalina já demonstraram eficácia no tratamento de depressão e ansiedade. “Observamos vários benefícios para pacientes com transtorno bipolar. Além dos dois fatores citados anteriormente, a qualidade do sono melhora de forma notável”, conta.

    De acordo com o especialista, a medicação alopática clássica para transtorno bipolar apresenta vários efeitos colaterais e não é totalmente eficaz. Ele aponta que o uso dos canabinoides pode diminuir a dosagem necessária destes fármacos ou mesmo substituí-los por completo, com um perfil de segurança terapêutica maior e incidência de efeitos colaterais indesejados infinitamente menores.

    Contraindicação e pesquisas

    José Wilson comenta que a única contraindicação universal é a insuficiência hepática. “O THC deve ser evitado em pacientes com histórico de psicose e cardiopatias descompensadas. O CBD é praticamente isento de contraindicações. Gestantes e lactantes também devem evitar tratamento com canabinoides”, alerta.

    Dr. Jose Wilson Andrade – Foto divulgação

    O médico reforça que existem pouquíssimas pesquisas clínicas correlacionando o transtorno bipolar e o uso de canabinoides. Ele destaca que os estudos precisam avançar, contudo, os que estão disponíveis, afirmam que o potencial é positivo e a observação clínica de pacientes em tratamento é muito favorável.

    meioesaude
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