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    Home»Health»Dengue: país registra mais de dois milhões de casos; levantamento da Fiocruz indica letalidade em crianças menores de cinco anos
    Health

    Dengue: país registra mais de dois milhões de casos; levantamento da Fiocruz indica letalidade em crianças menores de cinco anos

    meioesaudeBy meioesaude23 de Abril, 2024Updated:23 de Abril, 2024Sem comentários3 Mins Read
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    O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus da dengue
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    Levantamento realizado pelo Observatório de Saúde na Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostrou que a dengue tem atingido, com mais gravidade, crianças de até 5 anos em 2024. Segundo o estudo, essa faixa etária é a que exibe as maiores taxas de letalidade, sendo seguida pelas crianças entre 5 e 9 anos. A análise foi feita com base nos dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde das 10 primeiras semanas epidemiológicas deste ano (até 9 de março).

    A pesquisa contabilizou 239.402 notificações de casos de dengue em crianças, sendo que 41,8% foram adolescentes entre 10 e 14 anos, 33,7% crianças de 5 e 9 anos e 24,5% em menores de 5 anos. No entanto, o levantamento apontou que a letalidade tem sido maior entre crianças menores de 5 anos, sendo 44,2% dos 52 óbitos registrados.

     

    Dra. Juliana Lima – Foto divulgação

    Diagnóstico da dengue nas crianças

    A pneumopediatra Juliana Lima explica que existem três exames que podem ser realizados. Do primeiro ao quinto dia é feito o teste rápido chamado NS1, sendo que a sua maior sensibilidade está entre o segundo e o terceiro dia de história. A partir do sexto dia, a sorologia da dengue deve ser solicitada. Já o PCR também pode ser feito, porém, é um exame caro e pouco usado. Além disso, o hemograma pode ser solicitado a qualquer momento para que as alterações típicas e a evolução da dengue sejam observadas.

     

    Sinais que os pais devem observar

    Juliana alerta para os sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos incoercíveis, tontura ao levantar, grande irritabilidade ou letargia, sangramento espontâneo (gengival, nasal), desconforto para respirar, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. Nesses casos, os pais devem procurar ajuda médica.

     

    Tratamento

    De acordo com a médica, a base de hidratação intensa com soro de reidratação oral, endovenoso (quando necessário) e líquidos em quantidades maiores que o habitual, serão calculados pelo pediatra durante a consulta. A especialista orienta que o anti-inflamatório seja evitado porque aumenta o risco de sangramento. Juliana recomenda o uso de antitérmico e analgésico, como Dipirona ou Paracetamol.

     

    A importância da prevenção contra a dengue

    Para a pneumopediatra, a dengue pode ser prevenida se cada pessoa fizer o seu papel, eliminando água parada, principalmente no período chuvoso, além de usar repelentes, conforme a faixa de idade. A médica reforça que a vacinação para a dengue, chamada QDenga, deve ser administrada em crianças acima de 4 anos. Ela lembra que crianças entre 10 e 14 anos podem ser vacinadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, caso o indivíduo tenha contraído dengue, será preciso aguardar seis meses para receber a vacina.

    meioesaude
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