Conforme o Ministério da Saúde, a patologia é mais frequente em homens entre 20 e 30 anos
Segundo a médica Flávia Cohen, a espondilite anquilosante é caracterizada pela inflamação crônica das articulações da coluna vertebral e das articulações sacroilíacas — o que pode causar rigidez e dor nas costas. Com o tempo, essa inflamação pode levar à fusão das vértebras, resultando em uma redução significativa da mobilidade da coluna vertebral.
De acordo com ela, os sinais de alerta que o corpo dá ao paciente são dores crônicas e rigidez nas costas, especialmente pela manhã ou após períodos de inatividade; rigidez e dor nas articulações, sobretudo na região lombar e nas articulações sacroilíacas; fadiga persistente; inflamação nos olhos, caracterizada por vermelhidão, dor e sensibilidade à luz; perda de peso não intencional; dor e rigidez que melhoram com o movimento e o exercício, mas pioram com o repouso prolongado.
Diagnóstico
Cohen explica que falar sobre o histórico clínico, durante a consulta, é importante, pois o profissional fará perguntas acerca dos sintomas do paciente, como dor nas costas, rigidez matinal e fadiga, além de investigar possíveis fatores de risco e o histórico familiar da doença.
Quando é feito exame físico, o médico pode procurar sinais de inflamação nas articulações e realizar testes de flexibilidade da coluna vertebral e das articulações. Já nos exames de imagem, como as radiografias da coluna vertebral e articulações sacroilíacas. Flávia diz que elas podem revelar alterações características. A ressonância magnética e a tomografia computadorizada também podem ser utilizadas para avaliar melhor as alterações nas articulações e nos tecidos moles. “Os exames laboratoriais podem mostrar a presença do marcador genético HLA-B27, comum em pessoas com espondilite anquilosante, embora nem todas as pessoas com o gene desenvolvam a doença”, esclarece.

Tratamentos
A especialista aponta medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para reduzir a inflamação e aliviar a dor; terapia biológica, como inibidores do fator de necrose tumoral (TNF), que podem ajudar a controlar a inflamação; terapia física e exercícios específicos para manter a flexibilidade e fortalecer os músculos ao redor das articulações afetadas; alimentação anti-inflamatória, suplementada específica e gerenciamento do estresse.
Qualidade de vida
Adesão ao tratamento: siga o plano de tratamento prescrito pelo médico, incluindo o uso regular de medicamentos, terapias físicas e exercícios recomendados.
Exercício regular: Mantenha-se ativo com atividades de baixo impacto, como natação, caminhada ou ioga. Eles podem ajudar a manter a flexibilidade, fortalecer os músculos e aliviar a dor.
Controle do estresse: encontre maneiras saudáveis como técnicas de respiração profunda, passatempos relaxantes ou terapia de apoio.
Dieta equilibrada e saudável: rica em frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras para promover a saúde geral e controlar o peso.
Corte o cigarro: o tabagismo pode piorar os sintomas. Evite fumar e a exposição ao fumo passivo.
Busque apoio: conecte-se com outras pessoas que também vivem com espondilite anquilosante por meio de grupos de apoio, fóruns on-line ou comunidades locais para compartilhar experiências e obter apoio emocional.
Mantenha um equilíbrio entre trabalho e descanso: gerencie sua energia e estabeleça limites para evitar sobrecarga. Tire intervalos regulares durante o dia, priorize o descanso e o relaxamento.
