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    Estudo desvenda mecanismo imunológico envolvido na amamentação

    meioesaudeBy meioesaude22 de Setembro, 2025Sem comentários6 Mins Read
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    Um fluido vivo, capaz de carregar nutrientes, bactérias benéficas e células de defesa específicas para proteger o bebê contra vírus e microorganismos do ambiente em que a família vive. É assim que a ciência começa a decifrar o leite materno. Um estudo feito no Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, publicado em julho de 2025 na Nature Immunology, mostrou como células do sistema imunológico migram do intestino da mãe para as glândulas mamárias durante a amamentação.

    “Isso significa que o leite materno carrega anticorpos ‘sob medida’ contra vírus e bactérias do ambiente em que a família vive”, explica a enfermeira Natalia Turano, que atua como especialista de amamentação no Einstein Hospital Israelita. Ela completa que, na prática, é como se o bebê recebesse uma proteção personalizada e imediata — algo que nenhuma fórmula consegue oferecer.

    A maioria dos estudos sobre amamentação se concentra na relação entre a quantidade de leite e a saúde do bebê. O trabalho do Instituto Salk avançou em outra direção ao desvendar como ocorre essa migração. Ao analisar as células, os cientistas encontraram não apenas uma concentração maior de linfócitos T no tecido mamário durante a lactação, mas algo inédito: parte deles tinha origem intestinal.

    Rota das células de defesa

    Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores observaram tecidos da glândula mamária de camundongos em diferentes estágios, do período pré-lactação ao pós-lactação. Descobriram que três subtipos específicos de células T (CD4+, CD8αα+ e CD8αβ+) aumentavam de número durante a amamentação.

    Essas células de defesa habitam tecidos mucosos como intestinos e pulmões, justamente por serem áreas mais vulneráveis ao contato com microrganismos externos. O surpreendente foi notar que os linfócitos revestiam o epitélio mamário da mesma forma que fariam no intestino, apresentando inclusive “impressões digitais” típicas de células residentes no trato intestinal.

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    A análise de tecidos humanos e amostras de leite, feita em colaboração com o Instituto do Leite Humano da Universidade da Califórnia em San Diego, confirmou a presença dos mesmos equivalentes celulares. Em seguida, a equipe mostrou que a presença de micróbios modulava diretamente a produção dessas células: camundongos criados em ambientes livres de germes tinham menos linfócitos intraepiteliais na glândula mamária do que os expostos a microrganismos.

    As evidências mostram que, durante a lactação, a glândula mamária se transforma em um tecido mucoso preparado para interagir com o ambiente e transferir ao bebê uma barreira imunológica influenciada pela microbiota materna. Essa adaptação reforça o papel do aleitamento como elo entre imunidade e desenvolvimento de mãe e filho.

    “Além disso, reforça a importância do aleitamento materno exclusivo, do contato pele a pele e da manutenção da amamentação mesmo diante de desafios”, diz Turano. “Também indica que práticas como o uso racional de antibióticos e o incentivo a dietas balanceadas na mãe podem impactar positivamente a microbiota e, consequentemente, a saúde do bebê.”

    Amamentação traz inúmeros benefícios

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    A conclusão reforça a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS): se todos os bebês fossem amamentados exclusivamente até os seis meses, cerca de 820 mil mortes infantis poderiam ser evitadas por ano. No Brasil, o Ministério da Saúde segue a mesma diretriz e recomenda que o leite materno seja o único alimento até o sexto mês e que a amamentação continue, com outros alimentos, até dois anos ou mais da criança.

    Os benefícios do aleitamento materno se confirmam em números e vão além do sistema imunológico. Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), bebês amamentados exclusivamente por seis meses têm menos episódios de diarreia e infecções respiratórias e menor risco de morte súbita infantil, obesidade e diabetes tipo 2 ao longo da vida.

    A proteção não se limita à infância. Análises de longo prazo, incluindo uma coorte brasileira acompanhada por 30 anos, apontam que adultos amamentados por períodos mais longos apresentam QI mais alto, maior escolaridade e melhores rendimentos econômicos.

    “A ciência demonstra que a amamentação traz inúmeros benefícios: fortalece o sistema imunológico do bebê, reduz riscos de infecções, obesidade e doenças crônicas, além de favorecer o desenvolvimento cognitivo e emocional. Para a mãe, diminui o risco de câncer de mama e ovário, auxilia na recuperação pós-parto e promove vínculo afetivo”, diz a enfermeira do Einstein.

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    Para a especialista em lactação, a nova pesquisa abre caminho para novos questionamentos, como entender em mais detalhes como esse trânsito celular é regulado, quais tipos específicos de células chegam à mama e como isso pode ser usado para desenvolver vacinas ou tratamentos de precisão.

    “Os mecanismos exatos de proteção contra algumas doenças crônicas ao longo da vida e como fatores sociais, psicológicos e ambientais influenciam a manutenção do aleitamento materno”, diz.

    Brasil em posição de vantagem

    Na visão de Turano, entender melhor os mecanismos da amamentação traz dois debates importantes para a sociedade. O primeiro é o apoio direto às famílias, com a ampliação do acesso a consultoras de amamentação, bancos de leite humano e serviços de acompanhamento multiprofissional, reconhecendo que cada mãe e cada bebê têm necessidades únicas.

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    O segundo é no campo das políticas públicas: o investimento em campanhas de incentivo baseadas em evidências, o fortalecimento da rede de salas de apoio e bancos de leite, a ampliação da licença-maternidade e o desenvolvimento de estratégias de educação em saúde que combatam informações contraditórias presentes nas redes sociais.

    O Brasil, nesse sentido, parte de uma posição de vantagem. O país é reconhecido internacionalmente por sua rede de bancos de leite humano, a maior do mundo, e pela implementação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, lançada em parceria com a OMS e o Unicef nos anos 1990.

    Essas políticas ajudaram a elevar as taxas de aleitamento exclusivo até os seis meses do bebê de 2%, na década de 1980, para mais de 45,8%, em 2019, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI). Além disso, diferentemente de países como os Estados Unidos, onde apenas um quarto dos bebês chegam aos seis meses em aleitamento exclusivo, a prática no Brasil está próxima da meta global da OMS.

    “No contexto brasileiro, essas descobertas ganham ainda mais relevância. O país já é referência mundial. Incorporar os avanços da ciência a essas políticas pode consolidar o Brasil como modelo de apoio à amamentação, garantindo equidade, diversidade e acesso universal”, conclui a enfermeira.

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    FONTE: Meio e Saúde

    amamentação desvenda envolvido Estudo imunológico mecanismo
    meioesaude
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