As altas temperaturas vão permanecer em diversos estados do país nos próximos dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).Nesta segunda-feira (13), as temperaturas devem atingir os 40 °C em Campo Grande e Cuiabá. Já em São Paulo, os termômetros devem atingir 37 °C no período da tarde.O final de semana foi marcado por recordes nos termômetros paulistas e cariocas. São Paulo e Rio de Janeiro registraram neste domingo (12), o dia mais quente do ano, com 36,9 °C e 41,8 °C, respectivamente.Na capital fluminense, a sensação térmica chegou aos 50,5 °C. 1 de 7 Temperatura passou de 34ºC na capital paulista neste sábado Crédito: Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil. 2 de 7 Pedestres se protegem do sol e calor no Viaduto do Chá, na região central de São Paulo, na manhã deste sábado (11) Crédito: Foto: BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO 3 de 7 Pessoas aproveitam dia de sol e calor na piscina do Sesc 24 de Maio, na região central de São Paulo, na manhã deste sábado, 11 Crédito: Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO 4 de 7 Com as altas temperaturas, populares se refrescam nas fontes do Vale do Anhangabau Crédito: Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil 5 de 7 Jovens Luís e Giovana se refrescam no chafariz do Parque da Independência Crédito: Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil 6 de 7 Operação Altas Temperaturas, da prefeitura de São Paulo, na Praca da Republica, distribui agua e frutas para pessoas em situação de vulnerabilidade para amenizar o impacto do calor previsto para os próximos dias Crédito: Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil 7 de 7 Pessoas tomam sol no Parque Augusta – Prefeito Bruno Covas, em Bela Vista Crédito: Operação Altas Temperaturas, da prefeitura de São Paulo, na Praca da Republica, distribui agua e frutas para pessoas em situação de vulnerabilidade para amenizar o impacto do calor previsto para os próximos dias A exposição direta ao sol e a falta de hidratação podem levar a consequências que vão de queda de pressão a desmaios, além de aumentar o risco de doenças graves como o melanoma, uma das formas mais graves do câncer de pele.A Meio e Saúde conversou com os cardiologistas Sérgio Timerman, diretor do Instituto do Coração (InCor) e Augusto Scalabrini Neto, do Hospital Sírio Libanês, que compartilharam dicas de como se prevenir de problemas de saúde causados por temperaturas acima do normal e explicaram quais são as implicações.CUIDADOSTomar água“Quando a pessoa está sentindo sede, ela já está desidratada. Não espere ficar com sede e comece a se hidratar com água”, diz Scalabrini.O médico explica que a indicação é manter uma garrafa de água sempre por perto, bebê-la ao longo do dia todo e, nas altas temperaturas, ingerir ao menos 2 litros de água.Como a atual onda de calor está acompanhada, também, de um tempo muito seco, os riscos de desidratação ficam ainda maiores.Outras formas de hidrataçãoO diretor do InCor lembra que a desidratação atinge o corpo por diversas frentes além da sede, podendo ser sentida também em mucosas como a do nariz e na pele.As vias nasais também podem ser hidratadas, com soro fisiológico por exemplo.Além disso, ele reforça a importância da instalação de bebedouros públicos, piscinas e até mesmo a distribuição de sprays para ajudar a manter as pessoas frescas e hidratadas durante todo o período de calor extremo.Filtro solarA aplicação de protetores solares é essencial para proteger a pele, tendo como principal intuito a redução de risco da evolução de doenças como melanoma e outros tipos de câncer de pele.Horário de exposiçãoA indicação dos médicos é evitar a exposição ao sol, aproximadamente, das 10h da manhã até as 16h ou 17h, no fim da tarde, para evitar problemas como insolação.O pico de calor acontece entre 13h e 14h, explica Scalabrini.Segundo Timerman, a insolação, também conhecida como golpe de calor, é uma doença grave causada pelo excesso de calor. Ela ocorre quando o corpo não consegue mais regular sua temperatura, levando a um aumento rápido da temperatura corporal.“O mecanismo de transpiração falha e o organismo não consegue se resfriar, podendo levar a um colapso. É essencial que a insolação seja tratada como uma emergência médica.”, afirmou o diretor do InCor.O uso de boné, chapéu e guarda-sol também ajuda a reduzir os efeitos da exposição direta ao sol.Exercícios físicosAs práticas de atividade física causam aquecimento corporal, por isso, é importante evitar exercícios ao ar livre durante os alertas de calor, afirmam os especialistas.De acordo com Scalabrin, praticar exercícios físicos durante picos de calor pode causar tontura e até episódios de desmaio. Como se alimentarScalabrin recomenda que a população evite o consumo de alimentos que são mais difíceis de digerir, como refeições pesadas e gordurosas.O recomendável é a ingestão de alimentos mais leves em menor quantidade e com intervalos mais curtos, a cada duas horas.“Quando você come, parte da circulação é desviada para o sistema digestivo, para fazer a digestão, o que diminui o aporte de sangue para outras regiões do corpo”, diz Scalabrini.SINTOMASDe acordo com os médicos, há alguns sintomas típicos do calor em excesso e que podem, também, ser os primeiros sinais de uma situação de estresse no corpo.
Entre os principais, estão:Fadiga e cansaçoSedeSudoreseDor de cabeçaPele avermelhada“Eventos extremos de calor podem ser perigosos para a saúde, até mesmo fatais. Esses eventos resultam em aumentos nas internações hospitalares por doenças relacionadas ao calor, bem como por distúrbios cardiovasculares e respiratórios”, explica Timerman, do Incor.De acordo com ele, crianças, idosos e alguns outros grupos, incluindo pessoas com doenças crônicas, populações de baixa renda e trabalhadores ao ar livre, correm mais risco de doenças relacionadas ao calor.Além disso, temperaturas mais altas e problemas respiratórios também estão relacionados. Uma das razões é porque as temperaturas elevadas contribuem para o acúmulo de poluentes nocivos.“Cidades como São Paulo, Rio e Brasília já registraram grandes aumentos nas taxas de internações e mortalidade durante as ondas de calor. Por isso, tome cuidado.”, acrescentou Timerman.O que está causando as altas temperaturas no país?A meteorologista do Climatempo, Maria Clara Sassaki explicou como o fenômeno natural “El Niño” afeta as condições meteorológicas do Brasil.“Na região do Equador, a água do oceano está mais aquecida do que o normal, assim como outras porções de águas oceânicas. Isso significa mais energia para a atmosfera, causando ondas de calor intensas e recordes de temperatura. Isso está relacionado à quantidade de água quente”, afirma Sassaki.De acordo com ela, os oceanos são os responsáveis por trazer energia para a atmosfera, influenciando as temperaturas e os extremos climáticos.“Podemos esperar esse calor intenso em algumas regiões até abril, quando a influência do El Niño começa a diminuir”, conclui.*(Com supervisão de Marcos Rosendo) Compartilhe:
FONTE: Meio e Saúde
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