Especialista diz que a água é a base da sobrevivência; entretanto, o ser humano também perde água com o suor, atividade física e respiração
Segundo o médico Ivan Togni, a água é fundamental para o transporte de substâncias, como o oxigênio, nutrientes e sais minerais, pois faz parte da composição do plasma sanguíneo. Além de levar nutrientes para as células, ela proporciona a eliminação de substâncias para fora do corpo, sendo boa para absorção e excreção. Togni lembra também que o nosso corpo é composto por 70% de água. A ingestão correta traz benefícios, proporcionando mais disposição, perda de peso, ganho de massa magra, melhora da pele e do intestino.
No entanto, se o indivíduo fizer a ingestão excessiva de água, o corpo pode sofrer consequências, como a intoxicação. “Sentimos dores de cabeça, fadiga, náusea, vômito, desorientação mental e até parada cardíaca. A hiponatremia (redução do sódio) ocorre quando os rins, que controlam a quantidade de água, sais e outras substâncias em nosso organismo, não conseguem liberá-las e encharcam o sangue”, alerta.
O especialista orienta que a quantidade de água adequada que devemos tomar diariamente deve ser calculada ao multiplicarmos o nosso peso por 35 ml. Porém, quem faz atividade física vai multiplicar o valor do peso por 50 ml.
Organismo sem água
De acordo com Togni, estima-se que, em média, o corpo humano consiga sobreviver semanas sem comida, mas a maioria das pessoas só permanece viva de dois a quatro dias sem água. “Não existem estudos científicos sobre o assunto, pois seria antiético submeter pessoas a essas condições. A maioria das pesquisas nesta área envolve casos de pessoas em situações de sobrevivência de emergência”, aponta.

Para finalizar, o médico compartilha uma curiosidade rara: em Kahramanmaras, cidade localizada na Turquia, um indivíduo foi encontrado vivo depois de 206 horas soterrado — equivale a oito dias e meio.
