A neurologia integrativa entende que o cérebro é um órgão dinâmico, suscetível a influências ambientais, estilo de vida, nutrição, fatores emocionais e sociais
De acordo com a neurologista Ana Carolina Gomes, a neurologia integrativa enfatiza a importância de integrar os melhores aspectos da medicina convencional e das terapias complementares, com o objetivo de fornecer cuidados centrados no paciente e abordar não apenas os sintomas, mas identificando e tratando também as causas subjacentes da doença. “Essa abordagem visa tratar o paciente na totalidade, levando em consideração não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais, mentais e sociais da saúde”, explica.
A médica aponta que se o paciente trouxer a queixa de desatenção, serão avaliados aspectos emocionais, de estilo de vida, possíveis carências nutricionais por trás do sintoma, sem deixar de prescrever algum fármaco que possa aliviá-lo caso haja necessidade. Ana Carolina diz que isso pode resultar em benefícios significativos, pois além da área da queixa inicial, o indivíduo pode ter buscado ajuda para desatenção e acabar tendo redução de dores de cabeça, melhoria da função cognitiva geral, aumento da energia, melhor qualidade do sono e um maior equilíbrio emocional.
Abordagens terapêuticas e a neurologia integrativa
Avaliação abrangente: é possível realizar uma avaliação completa do paciente, considerando não apenas os sintomas neurológicos, mas também os fatores de estilo de vida, histórico médico e emocional, entre outros. Isso permite uma compreensão mais profunda das causas subjacentes dos distúrbios neurológicos.
Nutrição e suplementação: o uso de alimentos, nutrientes e suplementos específicos para apoiar a saúde cerebral e reduzir a inflamação, desequilíbrios químicos, bioenergéticos e estresse oxidativo.
Tratamento personalizado: tratar cada paciente de forma individualizada, considerando suas necessidades específicas. Isso pode incluir recomendações de mudanças na dieta, suplementação nutricional, exercícios físicos, técnicas de relaxamento, terapias mente-corpo e outras abordagens terapêuticas complementares.
Terapias complementares em colaboração com outros profissionais: acupuntura, quiropraxia, massagem e musicoterapia para promover o bem-estar geral e melhorar a função cerebral.
Prevenção e autocuidado: além do tratamento de distúrbios neurológicos, a neurologia integrativa enfatiza a importância da prevenção e do autocuidado. É imprescindível avaliar a necessidade de exames preventivos conforme a faixa etária, histórico familiar e pessoal, estimular a adoção de práticas cotidianas que podem gerar mais saúde.

A médica ressalta que a neurologia integrativa está em constante crescimento, expansão e novas práticas podem ser utilizadas. “O crescimento profissional depende da colaboração entre médicos, pesquisadores e profissionais de saúde de diferentes áreas”, finaliza.
