Close Menu

    Inscreva-se para novidades

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Na guerra da obesidade, há soldados caindo pelo caminho | Crônicas de Peso

    15 de Abril, 2026

    Por que canetas antiobesidade podem diminuir desejo por álcool e drogas | Letra de Médico

    15 de Abril, 2026

    A crise das canetas emagrecedoras: brechas regulatórias geram oportunismo, charlatanismo e medicina ilegal

    13 de Abril, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Home
    • Notícias
    • Câncer de Mama
    • Câncer de Próstata
    • Covid19
    • Diabetes
    • Obesidade
    • Sobre Nós
    • Contato
    Meio e Saúde
    Home»Últimas»Ultraprocessados podem reduzir produção de testosterona e eficiência de espermatozoides, diz pesquisa
    Últimas

    Ultraprocessados podem reduzir produção de testosterona e eficiência de espermatozoides, diz pesquisa

    meioesaudeBy meioesaude4 de Setembro, 2025Sem comentários5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit WhatsApp Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest WhatsApp Email



    Não é de hoje que os ultraprocessados são alvo de pesquisas — e quase sempre saem perdendo. Desta vez, cientistas da Universidade de Copenhague e da Université Côte d’Azur resolveram testar uma pergunta simples, mas provocadora: será que esses alimentos fazem tão mal mesmo quando têm as mesmíssimas calorias e nutrientes de uma dieta baseada em comida fresca? A resposta não é nada animadora, especialmente para quem ainda enxerga rótulos de calorias como ‘bússola’ nutricional. Mesmo com cardápios equilibrados no papel, os ultraprocessados levaram não só a um ganho maior de gordura corporal, como também – pasmem – mexeram com a saúde reprodutiva masculina.

    A pesquisa incluiu 43 homens, de 20 a 35 anos, todos saudáveis e com exames de sangue e sêmen dentro dos parâmetros recomendados. Cada um seguiu, por três semanas, uma dieta composta inteiramente de ultraprocessados e, após uma pausa de 12 semanas, repetiu a experiência, mas com cardápios frescos — arroz, feijão, frutas, verduras, carnes e ovos. No papel, as duas dietas eram muito semelhantes: mesma quantidade de calorias, proteínas, carboidratos e gorduras. A diferença estava no grau de processamento. Enquanto 77% das calorias do cardápio industrializado vinham de produtos prontos, na dieta não processada dois terços eram de comida fresca. Ou seja, os números batiam, mas a qualidade mudava.

    Durante todo o processo, os pesquisadores monitoravam não apenas o peso e a composição corporal, mas também pressão arterial, perfil de lipídios, marcadores inflamatórios, hormônios sexuais e parâmetros do sêmen. As amostras eram colhidas antes e depois de cada fase, e analisadas por avaliadores que não sabiam a qual dieta cada voluntário havia sido exposto – um cuidado para evitar vieses.

    Saúde reprodutiva e metabólica

    Ao final do experimento, os resultados foram os seguintes: com ultraprocessados, os participantes ganharam em média 1,3 a 1,4 kg em três semanas. E quase todo esse peso veio da gordura corporal. A massa muscular, por sua vez, praticamente não se alterou. Nos exames de sangue, surgiram ainda mudanças em colesterol, pressão arterial (ambos perigosos para a saúde do coração) e alguns marcadores inflamatórios. Mas o achado mais intrigante foi outro: mudanças nos hormônios sexuais e na qualidade do sêmen, como a queda na testosterona e no hormônio folículo-estimulante (FSH) — ambos essenciais para a produção de espermatozoides —, além de uma redução na motilidade espermática, isto é, na capacidade de os espermatozoides se moverem com eficiência até o óvulo.

    Segundo os autores, esse efeito não pode ser explicado apenas pelo excesso de calorias ou pela qualidade nutricional dos alimentos. Entra em cena outro fator: a exposição a contaminantes químicos típicos dos ultraprocessados. O estudo registrou aumento de um tipo de ftalato, substância que migra de plásticos usados em embalagens e no processamento industrial dos alimentos. Conhecidos como desreguladores endócrinos, os ftalatos têm potencial de interferir em hormônios-chave da produção espermática, como o FSH e a testosterona.

    Continua após a publicidade

    “Nossos resultados comprovam que alimentos ultraprocessados ​​prejudicam nossa saúde reprodutiva e metabólica, mesmo que não sejam consumidos em excesso”, disse Jessica Preston, investigadora da Novo Nordisk Foundation Centre for Basic Metabolic Research e uma das autoras do estudo. “Isso indica que é a natureza processada desses alimentos que os torna prejudiciais.”

    Ponto de partida

    O consumo de alimentos ultraprocessados vem crescendo de forma acelerada. Em países como Reino Unido, Austrália, Canadá e Estados Unidos, esses produtos já representam mais da metade das calorias ingeridas diariamente pela população.

    No Brasil, o impacto também é expressivo. Segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os gastos associados às consequências do consumo de ultraprocessados somam pelo menos R$ 10,4 bilhões. Esse valor inclui despesas diretas com tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), além de custos indiretos, como aposentadorias precoces e afastamentos médicos. Apenas em 2019, estima-se que cerca de 57 mil mortes prematuras tenham sido causadas por esse tipo de alimentação – o equivalente a seis mortes por hora, ou 156 por dia.

    Continua após a publicidade

    Paralelamente a esse cenário, os pesquisadores da Universidade de Copenhague chamam atenção para uma tendência: a qualidade do sêmen masculino tem caído ao longo das últimas décadas. Desde a década de 1970, a contagem de espermatozoides apresentou uma queda de aproximadamente 60% em todo o mundo. As causas exatas dessa redução ainda não estão totalmente esclarecidas, mas foi justamente diante dessa lacuna que surgiu a hipótese: será que há uma relação entre o consumo de ultraprocessados e a saúde reprodutiva masculina?

    Como em toda pesquisa científica, o estudo possui limitações. Uma delas é a curta duração, que pode ter captado apenas efeitos agudos das mudanças alimentares – alterações que, com o tempo, talvez se estabilizassem. Um exemplo citado pelos autores é o aumento de marcadores inflamatórios, que pode ter sido apenas uma resposta inicial de adaptação do organismo ao ‘boom’ dos ultraprocessados.

    Outro ponto importante é o contexto do experimento: diferentemente de estudos conduzidos em ambientes controlados, como hospitais, os participantes receberam as refeições prontas, mas as consumiram em casa. Isso significa que os resultados dependem da adesão ao protocolo e do autorrelato dos voluntários. Ainda que questionários diários tenham sido utilizados, sempre há margem para erros no registro do que foi, de fato, consumido.

    Apesar dessas limitações, os pesquisadores enxergam o estudo como um ponto de partida importante. Ele abre espaço para novas investigações que busquem entender, com mais profundidade, como a saúde reprodutiva pode estar sendo impactada por uma alimentação cada vez mais dominada pelos produtos industrializados.



    FONTE: Meio e Saúde

    diz eficiência espermatozoides Pesquisa podem produção reduzir testosterona Ultraprocessados
    meioesaude
    • Website

    Relacionados

    Por que canetas antiobesidade podem diminuir desejo por álcool e drogas | Letra de Médico

    15 de Abril, 2026

    Canetas antiobesidade podem ter impacto na saúde mental, sugere nova pesquisa

    8 de Abril, 2026

    Fim da patente: quando ‘genéricos’ do Ozempic chegam às farmácias e quanto podem custar

    20 de Março, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Não Perca
    Obesidade

    Na guerra da obesidade, há soldados caindo pelo caminho | Crônicas de Peso

    By meioesaude15 de Abril, 20260

    Hoje não vamos falar de livros, fábulas ou filmes, mas de história. Vivemos um momento…

    Por que canetas antiobesidade podem diminuir desejo por álcool e drogas | Letra de Médico

    15 de Abril, 2026

    A crise das canetas emagrecedoras: brechas regulatórias geram oportunismo, charlatanismo e medicina ilegal

    13 de Abril, 2026

    Canetas antiobesidade: PF desarticula esquema milionário que atuava em 12 estados

    9 de Abril, 2026
    Nossas Redes
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Últimas

    Na guerra da obesidade, há soldados caindo pelo caminho | Crônicas de Peso

    15 de Abril, 2026

    Por que canetas antiobesidade podem diminuir desejo por álcool e drogas | Letra de Médico

    15 de Abril, 2026

    A crise das canetas emagrecedoras: brechas regulatórias geram oportunismo, charlatanismo e medicina ilegal

    13 de Abril, 2026

    Canetas antiobesidade: PF desarticula esquema milionário que atuava em 12 estados

    9 de Abril, 2026

    Inscreva-se

    Fique por dentro das atualizações

    Demo
    Meio e Saúde
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.