Especialista aponta as melhores maneiras de encontrá-las e consumi-las
Vitaminas são compostos orgânicos essenciais para o funcionamento adequado do corpo humano. Elas participam de processos metabólicos vitais, atuando como cofatores em reações químicas, ajudando na produção de energia, na formação de tecidos e na regulação de funções fisiológicas. Segundo a médica Ana Gabriela de Magalhães (CRM-MG 69.456 e RQE 56.186 e 56.588), nutróloga, como o corpo humano não consegue produzir a maioria das vitaminas em quantidade suficiente, é preciso obtê-las por meio da alimentação ou suplementação.
A especialista lembra que as lipossolúveis são vitaminas A, D, E e K; e as hidrossolúveis são as vitaminas C e as do complexo B. Embora todas sejam importantes, destacam-se:
Vitamina A: essencial para a saúde dos olhos, sistema imunológico e crescimento celular. São encontradas em alimentos como cenoura, batata-doce, espinafre, fígado e ovos.
Vitaminas do complexo B: cruciais para o metabolismo energético, saúde do sistema nervoso e produção de glóbulos vermelhos. Destacam-se:
- B1 (tiamina): Envolvida no metabolismo de carboidratos. São fontes os cereais integrais, carne de porco e sementes.
- B6 (piridoxina): importante para o metabolismo de proteínas e neurotransmissores. São encontradas na banana, frango, grão-de-bico.
- B12 (cobalamina): necessária para a formação de glóbulos vermelhos e DNA. As principais fontes são alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios.
Vitamina C: poderoso antioxidante, fortalece o sistema imunológico e auxilia na absorção de ferro. São fontes de alimentos a laranja, acerola, kiwi e pimentão.
Vitamina D: regula o metabolismo do cálcio e fósforo, essencial para a saúde óssea. São fontes o óleo de fígado de peixe, ovos e necessita da exposição solar para ser convertida na forma metabólica ativa.
Vitamina E: antioxidante que protege as células contra danos. As principais fontes são sementes, nozes, óleos vegetais e abacate.
Vitamina K: fundamental para a coagulação sanguínea e saúde óssea. São encontradas em vegetais verdes, como couve e brócolis.
Carência
Vitamina A: a deficiência pode causar cegueira noturna, ressecamento da pele e maior suscetibilidade a infecções.
B1 (tiamina): baixos níveis resultam em fadiga, fraqueza muscular e, em casos graves, síndrome de Beribéri.
B6 (piridoxina): a falta pode levar à irritabilidade, depressão, confusão mental e anemia.
B12 (cobalamina): a deficiência pode causar anemia megaloblástica, fadiga, formigamento e problemas neurológicos.
Vitamina C: a carência provoca escorbuto, caracterizado por sangramento gengival, fraqueza e dificuldade na cicatrização de feridas.
Vitamina D: a deficiência pode causar osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças, além de enfraquecer o sistema imunológico.
Vitamina E: níveis baixos podem levar a problemas neurológicos e fraqueza muscular.
Vitamina K: a falta pode resultar em dificuldade na coagulação do sangue e sangramentos excessivos.

Suplementação
Conforme a médica, a escolha entre suplementação oral ou injetável depende do estado de saúde do paciente e da gravidade da deficiência. Ela explica que a oral é a forma mais comum e adequada para a maioria das pessoas, especialmente em casos de prevenção ou deficiências leves. “É prática, segura e eficaz quando a absorção intestinal está preservada”, pontua.
Já a reposição injetável está indicada para pacientes com deficiências graves, má absorção intestinal (como na síndrome do intestino curto ou em doenças inflamatórias intestinais, alguns pacientes pós-bariátricos) ou em casos de necessidade de reposição rápida, porém com critério. “É necessário avaliar cada caso individualmente, considerando exames laboratoriais, sintomas e o histórico do paciente. Para a maioria das pessoas, a suplementação oral será suficiente”, finaliza.
