Especialista explica que compreender a relação entre o colágeno e o estrogênio não só enriquece o conhecimento sobre o corpo, mas também abre caminhos para soluções eficazes e inovadoras na saúde da pele e geral da mulher
Conforme o ginecologista André Vinícius de Assis, a ligação entre o colágeno e o estrogênio vai muito além da superfície cutânea, estendendo-se a uma inter-relação que impacta diretamente no bem-estar e na estética feminina. De acordo com o médico, o colágeno é uma proteína proeminente, que serve como um dos principais blocos de construção de nossa pele, ossos e tendões. “Este componente vital, frequentemente associado à juventude e vitalidade da pele, é fundamental para manter a firmeza e elasticidade cutâneas. À medida que envelhecemos, a produção de colágeno começa a diminuir, processo que pode ser intensificado nas mulheres durante a menopausa”, esclarece.
André Vinícius aponta que estudos indicam que a pele perde cerca de 30% de seu conteúdo de colágeno nos primeiros cinco anos de menopausa, evidenciando uma conexão intrínseca entre a saúde da pele e as mudanças hormonais. Ele comenta que essa perda contribui para a formação de rugas, secura e a diminuição da elasticidade, características associadas à pele madura. “A produção de colágeno é regulada por vários fatores, incluindo nutrientes disponíveis e sinais bioquímicos, um dos quais é fortemente influenciado pelos hormônios sexuais femininos, como o estrogênio”, ressalta.
A influência do estrogênio
Segundo o médico, o estrogênio, um hormônio predominante feminino, desempenha uma série de funções na modulação de características sexuais secundárias, ciclos menstruais e na menopausa.

André Vinícius comenta que o estrogênio exerce um papel vital na saúde da pele, ajudando a manter a hidratação, espessura e, de fato, estimulando a produção de colágeno. “A queda dos níveis de estrogênio durante a menopausa está diretamente ligada à redução da síntese de colágeno, afetando visivelmente a saúde e aparência da pele. Uma pesquisa publicada no Journal of Dermatological Science destaca o papel significativo do estrogênio na modulação da função da pele e da sua aparência, esclarecendo como a deficiência deste hormônio durante a menopausa se correlaciona com o envelhecimento cutâneo”, revela.
A conexão entre colágeno e estrogênio
Como mostra o ginecologista, a redução do estrogênio durante a menopausa não apenas deprecia a produção de colágeno, mas atrasa o processo de reparação da pele e modula a arquitetura da derme, vital para a sustentação e juventude da pele. André Vinícius salienta que a terapia de reposição hormonal (TRH), que muitas vezes inclui a reposição de estrogênio, tem sido discutida em diversos estudos, como aqueles publicados no International Journal of Women’s Dermatology, indicando o papel potencial na atenuação dos efeitos do envelhecimento cutâneo em mulheres na pós-menopausa.
Uma chave para o bem-estar
Para o especialista, compreender o corpo é a primeira etapa da vida saudável e o manejo eficaz das mudanças que acompanham cada fase da existência. “A correlação entre colágeno e estrogênio é uma pequena faceta de um complexo sistema que requer atenção, compreensão e, muitas vezes, intervenção cuidadosa para ser gerenciado eficazmente. Recorrer a um profissional da saúde, que pode orientar, apoiar e ajudar a navegar por essas mudanças, é fundamental”, finaliza.
