Qualquer dieta necessita ter um bom planejamento e monitoramento para garantir a saúde e o bem-estar do paciente
As dietas restritivas limitam, excluem certos grupos de alimentos para promover perda de peso ou tratar condições de saúde. Embora possam ser eficazes em curto prazo, estudos mostram que elas podem causar deficiências nutricionais, perda de massa muscular e comportamentos alimentares desordenados, já que a sustentabilidade em longo prazo é muitas vezes questionável. O médico Ivan Togni (CRM-SP 181.274) reforça que as dietas restritivas são planos alimentares que restringem a quantidade do alimento ou determinado grupo, como, por exemplo, a cetogênica, onde o carboidrato é retirado.
Conforme o especialista, as possíveis boas consequências dessas dietas envolvem a retirada de alimentos que não são saudáveis ou a diminuição da ingestão para perder peso. Já as consequências ruins incluem, principalmente, as faltas de nutrientes. Portanto, se o indivíduo não fizer acompanhamento com um profissional de saúde, pode ocasionar problemas como hipoglicemia, dor de cabeça, perda de massa magra.
Segundo Togni, não existe alimento proibido durante o emagrecimento, mas, sim, àqueles que vão prejudicar o processo. O médico destaca que a exceção é algo que faz continuarmos a ter e manter o estilo de vida, além de uma alimentação saudável. “Temos a regra geral 80/20. Comemos 80% saudáveis para manter a saúde em dia. Açúcar, excesso de carboidrato, bebida alcoólica, embutidos, industrializados são os grandes vilões”, aponta.
Imediatismo
O médico explica que o imediatismo é um vilão do emagrecimento porque o processo é construído e o peso demora um ano para ter estabilização. Ele ressalta que, se as pessoas desejam perder peso rápido, é essencial ter cuidado para não ganhá-lo da mesma forma e virar efeito sanfona (quando a pessoa perde peso e depois volta a engordar).

O especialista também enfatiza que é preciso entender alguns pontos fundamentais, como fazer atividade física, treinar, beber mais água, melhorar a qualidade do sono, regular o estresse e melhorar o intestino (sem isso nada vai funcionar). “Mudança do estilo de vida, otimização dos exames de sangue, suplementação e ferramentas para ajudar no processo. No começo, precisamos ter mais disciplina, mas depois se torna um hábito”, finaliza.
