Especialista aponta caminhos para o consumo consciente
A nutricionista Camilla Simões afirma que o chocolate pode ser incluído de forma equilibrada na dieta, desde que inserido em um contexto alimentar saudável. No entanto, ela lembra que a iguaria deve ser consumida com moderação, respeitando os sinais de fome e saciedade. “Não é necessário comer chocolate diariamente. Criar a obrigação de consumo pode gerar uma relação de dependência com o alimento. O ideal é desenvolver consciência e liberdade alimentar, escolhendo o tipo que mais agrada, sem exageros ou culpa”, explica. Conforme a especialista, se o objetivo é aliar prazer e saúde, os chocolates com maior teor de cacau, acima de 70%, são os mais indicados. Camilla esclarece que eles são ricos em antioxidantes, substâncias que ajudam a neutralizar os radicais livres, prevenindo o envelhecimento celular e reduzindo inflamações.
O consumo também está associado à produção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina, que promovem sensação de bem-estar e auxiliam no controle emocional. Entre os efeitos benéficos estão ainda a melhora da performance cognitiva, a proteção cardiovascular e a redução da resistência à insulina — todos relacionados ao alto teor de cacau presente na composição. Entretanto, para quem deseja consumir chocolate todos os dias, a nutricionista recomenda que sejam priorizadas opções com alto teor de cacau, evitando picos de insulina e aproveitando os benefícios funcionais do alimento. “Em processos de emagrecimento, o controle das quantidades é essencial. Uma sugestão é consumir até 25 gramas após uma refeição nutritiva, rica em proteínas, fibras e vegetais”, orienta.
Diferenças entre chocolate ao leite, meio amargo e amargo
Segundo a especialista, o chocolate ao leite contém entre 25% e 40% de cacau e alto teor de açúcar, o que reduz significativamente seus benefícios nutricionais. O meio amargo possui cerca de 50% de cacau, com menos açúcar e sabor mais equilibrado, sendo uma boa alternativa para quem deseja iniciar a transição para versões mais saudáveis. Já o chocolate amargo, por sua vez, apresenta teor superior a 70% de cacau, menor concentração de açúcar e maior potencial funcional, com benefícios antioxidantes, anti- inflamatórios e menor impacto glicêmico.

Chocolate antes do treino
De acordo com a nutricionista, embora não seja a fonte de carboidrato mais recomendada para o pré-treino, o chocolate — especialmente o meio amargo ou amargo — pode ser uma opção viável. Ele favorece a circulação ao aumentar o fluxo sanguíneo, oferece energia rápida e ainda melhora o humor, o que pode estimular a prática de atividades físicas.
Diet, light ou zero açúcar
Apesar de parecerem opções mais saudáveis, Camilla ressalta que os chocolates diet, light e zero açúcar nem sempre são indicados para quem busca emagrecimento, visto que costumam conter grande quantidade de adoçantes, o que pode afetar a microbiota intestinal, causar desconfortos como gases e distensão abdominal, além de manter o alto teor calórico por conta das gorduras. “Para quem busca uma vida funcional e equilibrada, a melhor opção continua sendo comer uma pequena quantidade e/ou optar pelo chocolate amargo”, finaliza.
