O problema afeta homens (na idade mais jovem) e mulheres (geralmente após a menopausa), aumentando bastante o risco de doenças crônicas e cardiovasculares
A síndrome metabólica é um conjunto de alterações na saúde que ocorrem ao mesmo tempo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). Para o paciente ter o diagnóstico, ele precisa apresentar pelo menos três destes cinco fatores: resistência à insulina, pressão arterial elevada, níveis de triglicérides elevados, baixos níveis de HDL (colesterol bom) e aumento da circunferência abdominal (na mulher acima de 88 centímetros e no homem acima de 100 centímetros).
Segundo a médica Tassiana Alves (CRM-SP 166.333 e RQE 104.253), as principais causas da síndrome metabólica são erros alimentares, dieta rica em açúcar, farinha branca, leite e derivados, especialmente se o indivíduo os consome diariamente e mais de uma vez por dia. Já o sedentarismo também é um fator importante, porque quanto menor a prática de atividade física, o excesso de calorias será menos queimado e o acúmulo de gordura no fígado vai ser maior. Além disso, a especialista ressalta que não adianta a pessoa fazer exercício físico regular e continuar comendo errado, pois ela pode estar sujeita a desenvolver o problema.
Outro ponto levantado por Tassiana é o consumo frequente de álcool, que aumenta os níveis de triglicérides, a pressão arterial e o acúmulo de gordura no fígado. Conforme a médica, o estresse crônico também pode ser um fator por desequilibrar os hormônios e reduzir a taxa metabólica basal (a pessoa gasta menos calorias e aumenta o risco de acúmulo de gordura no fígado). “Em uma pessoa que continua comendo errado ao longo da vida, esse quadro pode piorar, pois há uma diminuição da taxa metabólica basal com o envelhecimento”, aponta.
Sintomas
Tassi explica que a síndrome metabólica geralmente não apresenta sintomas físicos, mas mostra algumas alterações no corpo dos indivíduos, como o aumento da circunferência abdominal (ganho de gordura na região abdominal); pressão arterial elevada; cansaço e falta de energia; dificuldade para perder peso é um sinal de que o fígado está sobrecarregado; alguns pacientes também podem ter manchas escuras nas dobras, no pescoço, axilas e virilhas (principalmente àqueles que têm resistência à insulina).
Tratamento
A médica enfatiza que o primeiro passo para tratar a síndrome metabólica é fazer o ajuste na alimentação. “Qualquer outro passo, como fazer atividade física, otimizar os hormônios, é ineficaz se não agirmos na raiz do problema”, pontua. Tassiana diz que é preciso eliminar o consumo de açúcar, farinha branca, leite e derivados. Ela observa que, depois de o paciente acumular gordura no fígado, não adianta somente reduzir o consumo, já que vai levar muito tempo para ter resultado, pois o problema já está instalado.

Ademais, a especialista comenta que existe a recomendação da Medicina do Estilo de Vida e também do Guia Alimentar para a população brasileira de que se consuma mais alimentos in natura — fibras, frutas, verduras e legumes. Contudo, como reforça a médica, se a pessoa for sedentária, a realização de exercícios físicos é recomendada, tal como eliminar o consumo de álcool. Entretanto, se o indivíduo, por exemplo, está numa idade mais avançada, é essencial estimular o ganho de massa muscular, algo que se consegue com a reposição hormonal, associado à atividade física.
