Médico diz que a cirurgia consegue igualar o comprimento e equalizar as pernas, além de devolver todas as funções necessárias para que a paciente use salto alto
Segundo o ortopedista Inácio Ventura (CRM-DF 16.921 e RQE 8.387), pós-graduado em cirurgia do quadril e joelho pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), é fundamental as pessoas entenderem que a prótese de quadril é uma cirurgia para devolver a vida plena, ou seja, o indivíduo vai poder fazer tudo que deseja na vida, como, por exemplo, utilizar salto alto.
O especialista conta que essa é uma dúvida/desejo comum de mulheres que tiveram a doença no quadril na infância ou adolescência. Ele comenta que as sequelas dessas patologias, como displasia do quadril, Legg-Calvé-Perthes e fisiólise levam a uma diferença grande de tamanho das pernas.

Conforme Ventura, usar salto alto é difícil, pois requer habilidade. Além disso, é necessário ter uma musculatura preparada, exigindo de alguns grupos musculares específicos um trabalho no pós-operatório.
A união de equilíbrio e habilidade é essencial para usar saltos mais finos e altos. No entanto, o ortopedista explica que é primordial o treinamento, principalmente depois da cirurgia, para aprender ou reaprender a andar com salto, já que a capacidade do corpo de se localizar no tempo e espaço é um equilíbrio mais refinado.
No caso de exigir uma ação e reação rápida, o corpo precisa saber o que fazer com cada músculo. “São muitas coisas que você precisa para utilizar o salto, mas você será capaz de conquistá-las num pós-operatório bem feito e orientado por uma equipe de fisioterapia competente, e obviamente, numa cirurgia em que tudo correu como planejado. Entenda que falamos aqui de médias, não vamos falar de exceções. Cada caso é específico, mas, sim, a maioria das mulheres será capaz de usar salto após a prótese de quadril”, finaliza.
